quarta-feira, 20 de março de 2019

Estrado Sanitário

Como já escrevi anteriormente, no ano passado, comprei estrados sanitários e substituí os normais de madeira na perspectiva de ajudar ao arrefecimento dos ninhos por causa dos ataques das velutinas nos meses de verão.
Em meados de Novembro / Dezembro, apliquei as chapas inferiores para "fechar" o fundo dos mesmos, tentando ajudar no agasalho dos enxames na época mais fria.
 


Em Fevereiro aquando da aplicação do tratamento para a varroa, aproveitei para limpar as chapas dos estrados sanitários, bastante lixo acumulado! Desde restos de cera da desoperculação dos favos, limpeza dos alvéolos após o nascimento das abelhas, patas e asas de abelhas (muitas), algumas varroas e formigas (mas nada de mais) e pelotas de pólen (mal empregado pólen).

    
 
 

Raspei tudo para o chão, relativamente próximo das colmeias. Não sei se as abelhas voltam a pegar nesse pólen mas está perto caso o queiram!

Muito cedo ainda para poder tirar conclusões mais assertivas, no entanto, logo à primeira vista, para além da ventilação que permite, o lixo não fica "colocado" no fundo da colmeia como por vezes acontecia com os normais estrados quando existia alguma humidade.


quinta-feira, 14 de março de 2019

Eles andam aí

Ontem numa operação relâmpago para roubar 2 clementinas nos meus pais e verificar se as armadilhas já tinham alguma vespa,

 
 começo a ouvir "aquele" zumbido maravilhoso e pensei "Bem as ameixoeiras já estão floridas e as abelhas estão a trabalhar bem nelas", olho para a dita e viam-se algumas abelhas mas não as suficientes para aquele "alarido" que se ouvia.

 

Dou uns passos mais e olho para o coberto onde tenho "depositado" o material (colmeias, alças, quadros, caldeira, broas de cera por acabar de limpar) e vejo então a razão do alarido na foto não é possivel ter a perceção da quantidade de abelhas que por lá andavam espalhadas), parecia que um pequeno enxame andava de volta daquelas pilhas de caixas com quadros sujos saídos da caldeira e quererem entrar por qualquer fresta que encontrassem.

Assim a modos que derrepentemente, saquei de uma colmeia de umas das pilhas, retirei-lhes os quadros, dei-lhe uma raspadela rápida, passei-lhe também o maçarico, fui buscar 2 quadros de meias alças sujos de mel mais 2 de cera estampada, tampo (curiosamente estava também ele sujo de mel) no óculo, um toalhete, teto e pronto. Ficou ali mesmo em cima de outra das colmeia amontoadas.

Hoje recebo uma mensagem: "A família aumentou!" :)


terça-feira, 12 de março de 2019

Revista "O Apicultor"

Já há uma data de anos que assino esta revista, começando ainda numa altura que, o queria das abelhas era distancia, assinava-a para o meu Pai que sempre teve o "bichinho" e a revista era uma espécie de "prenda".
Cá eu, recebia-a, limitava-me a ver a imagens e... puff, toma lá mais uma!

 

Não está aqui a minha colecção toda, algumas (bastantes) devem estar ainda em casa do meu Pai. Aqui tenho apenas algumas desde de 2008. Ver se as junto todas!



Prepara-se uma coisa, encontra-se outra!

Na semana passada, enquanto chuvia, dediquei-me a raspar / limpar mais alguns quadros, esticar arames e colocar laminas de cera (a que tinha disponível), deixando alguns quadros já preparados para "dar início" à época, enxames novos, desdobramentos, desbloqueio de ninhos.
 
O meu "soldadometro" de recurso!

 
Preparar mais alguma cera em broa para troca.

Na 6ª Feira a chuva deu lugar ao sol, a temperatura subiu e eu aproveitei para dar uma volta aos enxames com a intenção de verificar o estado geral deles principalmente de substituir alguns quadros de cera mais velha que ainda estivessem meio "abandonados" de criação introduzindo assim laminas novas prontas a serem puxadas pelas abelhas e rapidamente aproveitadas pelas rainhas para postura. Pelo menos esta era a minha intenção.

À chegada a um dos apiários, senti aquele agradável aroma a cera nova e néctar no ar e aquele zumbido que à muito não se ouvia... Chego-me à frente das colmeias e começo a ver o "transito congestionado" com alguns zangões à mistura. 
Ao abrir o primeiro enxame, verifico que estavam já a criar alvéolos reais! Bem, alteração de planos... Há que tratar disto... Aparentemente a mestra ainda estaria presente pois num dos quadros verifiquei a existência de ovos do dia, no entanto, não a encontrei.
Tratei de desdobrar aquele enxame e... os quadros que tinha levado, já não chegavam... Tinha de voltar a casa! Buscar mais quadros de cera e mais uma colmeia. 
Desdobrei também o outro pois o ninho estava também "à pinha" embora não houvesse sinais de começarem a puxar realeiras.

Enquanto isto, a caldeira derretia-me os últimos quadros de cera.

As armadilhas colocadas começam a apresentar as suas primeiras velutinas... menos uns milhares de vespas daqui a uns meses. Colocam-se mais umas quantas!





segunda-feira, 11 de março de 2019

Época da enxameação

Estamos em Março, vem vindos à época da enxameação.

Nestas épocas, parece-me que toda gente (ou pelo menos, a maioria) prepara sempre umas caixas, cortiços, núcleos, etc. para acomodar algum enxame que ande à procura de casa.
Umas mesinhas caseiras com isto e aquilo... umas pomadas e sprays, e agora uns toalhetes.

Desde sempre me lembro de ver o meu pai a preparar os cortiços para espalhar pelos montes na tentativa de apanhar uns enxamesitos, paixão que sempre teve e que eu não entendia (até ao dia!).

Ainda hoje, a velha cafeteira ou a panela já meia furada, onde coloca vinho tinto com açúcar amarelo, raminhos de rosmaninho, alecrim, caropas dos eucaliptos em floração, um pedaço de favo de cera velha, tudo fervia durante um bocado. Depois, antes de arrefecer, um pequeno ramo de alecrim, que servira para ir mexendo "a receita", untava os cortiços por dentro.
Por dentro, para além da untadela, coloca um pedaço de favo de cera velha dos quadros que se vão substituindo / renovando.
Hum... Era um aroma no ar que era um espectaculoso. Ainda é! Continua a fazê-los. 

Deixa-te disso! Não estejas com o trabalho. (já lhe disse);
Tem que ser, é o vício! É mais forte do que eu... (responde);
 

 

Para além dos cortiços que o meu pai prepara e se encarrega de colocar, preparo eu algumas colmeias com um ou dois quadros de cera puxada (velha) onde houvera criação, um quadro com uma tira de cera estampada e depois, consoante a disponibilidade, uns quadros só com os arames. Por cima, um toalhete.
 

 


Por acaso, desta vez o toalhete ficou directamente por cima dos quadros pois tinha-me esquecido da prancheta de agasalho. 
Estas caixas isco, deixo-as nos apiários, umas mais afastadas outras menos, das colmeias ocupadas, outras coloco na varanda de casa, no quintal e no terreno do meu avô.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Preparativos para a 1ª fase no ataque à Velutina


Começa a guerra contra as velutinas.
Preparam-se armadilhas para distribuir e reforçar as existentes nos apiários e a colocar também nas zonas envolventes aos ninhos do ano passado que acabaram por não ser desactivados, na tentativa de capturar algumas das rainhas fundadoras que agora saem do estado de hibernação.
Ainda no sábado estava a abrir a caldeira da cera quando de repente me aparece uma a pairar... Ainda lhe deitei a mão mas o receio de uma ferradela falou mais alto a acabei por atirá-la para o chão e ela acabou por escapar meia tonta sem que eu lhe tivesse conseguido por o pé em cima... Mas engraçado que não voltou lá e normalmente elas devam uma volta e voltavam ao sitio. Pode ser que mesmo que ligeiro, o aperto tenha feito estragos na besta!

 

 


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Quadros velhos, uma trabalheira

O tratamento dos quadros velhos até poderem ser reutilizados é uma trabalheira.
À medida que as gerações de criação vão passando pelos alvéolos, as ceras vão ficando velhas, escuras, com espaços bloqueados de pólen, reduzindo assim o espaço disponível para a livre postura das rainhas, alguns acabam por ficar com os favos tortos e empenados. Chega assim a altura de os substituir, dando lugar a quadros com cera nova, estampada, no seio do ninho, encostados aos quadros com criação ou até entre quadros de criação potenciando o arrefecimento dos ninhos ajudando a controlar um pouco o ímpeto enxameatório.
Vão se guardando estes quadros até irem para a caldeira a derreter produzindo broas de cera para moldagem.
Por vezes acontece que não sendo derretido em tempo útil, acabam por apanhar traça, uma oportunista dos mais descuidados, aliás, não só a traça é oportunista, os ratos também! Malditas pragas!

Prepara-se então uma caldeirada de quadros com ceras velhas e "fogo na peça". Isto requer presença e disponibilidade o que nem sempre é facil, daí por vezes o atraso neste processo.
Ainda este fim de semana, por exemplo, preparei a caldeira, o coloquei a ferver, depois tiver de sair e pouco tempo depois de começar a pingar tive mesmo de apagar o fogão. Só perda de gás, pois vai ter de começar a  ferver novamente.
 
Com o tempo vão-se juntando algumas "broas" de cera que após saírem da caldeira trazem alguns resíduos. Para estas broas, o próximo passo é voltar a derretê-las e deixar que solidifiquem o mais lentamente possível para potenciar a decantação dos resíduos existentes. Se após esta decantação as broas ainda apresentarem resíduos visíveis, voltam a derreter, até que fiquem limpas para se poderem trocar por cera moldada.

Quanto aos quadros, depois de saírem da caldeira, vêm com resíduos dos operculos, propolis, meios sujos e escuros, com os arames frouxos e necessitando agora de outro tratamento... Raspá-los e esticar os arames.  

O limpar e esticar os arames dos quadros é para mim o trabalho mais chato da apicultura, não pela dificuldade mas pelo aborrecimento e morosidade que é tal tarefa. Vão se acumulando, tenho umas dezenas nesta fase.

Para raspar os quadros utilizo ou a espátula / raspador normal do apicultor ou no caso da imagem uma espátula usada pelos estucadores que tem um gume fininho e facilita a remoção do lixo encrustrado.
Depois de raspados verifico se os arames estão em condições de se esticar ou tem de ser substituídos.
Para esticar os arames dos quadros utilizo basicamente 2 pedaços de barrotes, estes até eram duma palete de desmontei, onde tenho 2 parafusos fixos num dos barrotes. Um dos parafusos serve para encostar um lado do quadro, enquanto o outro apenas serve para dar apoio ao "grampo" que é um bocadinho curto duma ponta. o 2.º barrote apenas serve para apoiar os quadros